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Empresa que explora rubis no norte do país suspendeu contratos de 60% da massa laboral

A Montepuez Ruby Mining (MRM), que explora rubis no norte do país, suspendeu contratos de 60% dos seus cerca de 1.400 trabalhadores devido ao impacto da COVID-19, anunciou hoje a direção da empresa.

“A suspensão dos contratos foi feita mediante uma negociação com os sindicatos”, disse Raime Pachinuapa, diretor de relações corporativas da MRM, durante uma conferência de imprensa em Maputo.

A MRM possui 34 mil hectares de concessão para exploração de rubis em Cabo Delgado e apresenta-se como a principal investidora na extração de rubis em Moçambique, sendo detida em 75% pela Gemfields e em 25% pela moçambicana Mwiriti Limitada.

Raime Pachinuapa esclareceu que a suspensão dos contratos, por um período mínimo de seis meses, não implica despedimentos, acrescentando que o acordo com os sindicatos “salvaguarda os direitos dos trabalhadores”.

“Não é opção primária da empresa despedir quem quer que seja. Os nossos trabalhadores são o nosso principal ativo”, frisou.

Para o caso da suspensão de contrato de trabalho, definida como uma “paralisação temporária”, a legislação moçambicana prevê que o empregador pague no primeiro mês 75 % do salário, no segundo 50% e, no terceiro, 25%.

Além de ter provocado o cancelamento de um leilão que estava marcado para junho, o impacto do novo coronavírus ditou que a empresa paralisasse alguns dos seus planos de expansão, com destaque para suspensão do projeto de construção da segunda estação de tratamento de rubis que estava orçada em 25 milhões de dólares.

“No primeiro semestre do ano passado, a MRM faturou mais de 50 milhões de dólares e, infelizmente, até ao presente momento, ainda não tivemos faturação. Ou seja, estamos longe de alcançar os números do mesmo período do ano passado”, disse o presidente da MRM, Samora Machel Júnior.

A empresa, que tem as operações “não críticas” suspensas desde 22 de abril, anunciou a 14 de julho que 10 funcionários estavam infetados pelo novo coronavírus nas suas instalações em Cabo Delgado, tornando-se, assim, a segunda companhia a registar casos de COVID-19 naquela província do norte de Moçambique, após um surto da doença nas instalações da francesa Total, que lidera um dos consórcios que vai explorar gás natural na bacia do Rovuma.

A MRM realizou um total de 13 leilões, tendo arrecadado 584,1 milhões de dólares em receita agregada , segundo dados da empresa.

O último leilão da MRM decorreu em Singapura em dezembro e rendeu 71,5 milhões de dólares.

Moçambique, que está em estado de emergência desde 01 de abril, registou um total de 1.557 infeções e 11 óbitos desde o anúncio do primeiro caso de COVID-19 no país, a 22 de março.

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